Mariana Almeida

"A cada minuto do meu dia estar rodeada de pessoas com histórias de vida e culturas tão diferentes e poder sempre aprender com isso, às vezes da maneira mais inesperada."


Como descreverias os UWC a um amigo?

Um simulacro de um mundo onde a diferença é bem-vinda, onde ganhamos uma consciência global fascinante mas, de certa maneira, ainda protegidos do mundo que vamos enfrentar lá fora.

Tendo sido seleccionada, que conselhos darias a alguém que pense candidatar-se aos UWC?

Diria para pensar bem, acho que não é uma decisão que se tome de ânimo leve. Ao vir para aqui uma pessoa ganha imensas oportunidades mas também é preciso coragem para deixar algumas coisas em casa.

O que mais te entusiasma nos dois anos que vais viver num UWC?

Tanta coisa! Acho que é o facto de a cada minuto do meu dia estar rodeada de pessoas com histórias de vida e culturas tão diferentes e de poder sempre aprender com isso, às vezes da maneira mais inesperada.

Como pensas educar os teus colegas sobre Portugal?

Enquanto estava em Portugal não pensava muito em ser portuguesa, mas aqui sou mais orgulhosa em relação a isso. Aqui quer queiramos ou não, acabamos sempre por falar ou da nossa comida, ou do nosso clima, da nossa história, etc. Acho que até a nossa personalidade acaba por reflectir o nosso país, porque foi lá que crescemos. Com todas estas coisas acho que até agora já fiz algumas pessoas conhecer melhor Portugal.

Descreve-te a ti própria daqui a dois anos.

Daqui a 2 anos acho que vou ser uma rapariga mais madura, mais independente, mais segura de si própria e com uma consciência muito diferente (mais abrangente, espero eu) do mundo em que vivemos.



Entrevista realizada a 3 de Setembro de 2011

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Mariana Almeira

Feira

Red Cross Nordic UWC (Noruega)